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A ALEGRIA DO EVANGELHO

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA EVANGELII GAUDIUM DO PAPA FRANCISCO

1. Nosso objetivo não é fazer aqui um resumo para poupar você de ler o texto integral do Papa. Optamos por apresentar uma reflexão na forma de tópicos para facilitar a integração com o público, motivando para uma leitura completa, pessoal e ruminada do Documento;oswaldo calzavara

2. O Papa Francisco inicia sua exortação dizendo que “A alegria do evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria. Quero, com esta Exortação, dirigir-me aos fiéis cristãos a fim de convidá-los para uma nova etapa evangelizadora marcada por esta alegria e indicar caminhos para o percurso da Igreja nos próximos anos.

3. O Papa fala que esta “nova etapa evangelizadora, cheia de ardor e dinamismo”, deve começar com a “transformação missionária da Igreja” (Capítulo I). Fala de uma Igreja “em saída”, isto é, uma comunidade missionária que toma iniciativa sem medo, que vai ao encontro dos afastados, saindo de sua comodidade.” Cada cristão e cada comunidade há de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho”.

4. No item “Pastoral em Conversão” o Documento fala “que não pode deixar as coisas como estão. Neste momento não nos serve uma simples administração. Constituamo-nos em ‘estado permanente de missão, em todas as regiões da terra’”. O Papa fala em “uma renovação eclesial inadiável” nos estilos, costumes, estrutura, linguagem, colocando os agentes pastorais em atitude constante de “saída”, voltando-se para a “evangelização do mundo mais do que para a autopreservação”.

5. A Paróquia não pode ser um grupo de eleitos que olham para si mesmos, levando nosso povo batizado a não sentir pertença à Igreja, com clima pouco acolhedor, atitudes burocratizadas, predomínio do aspecto administrativo sobre o pastoral, da sacramentalização sobre formas de evangelização. A Paróquia “é comunidade de comunidades, santuário onde os sedentos vão beber para continuarem a caminhar, centro constante de envio missionário. Temos, porém, de reconhecer que o apelo à revisão e renovação das paróquias ainda não deu suficientemente frutos...”.

6. O Papa fala da necessidade de uma Igreja “em saída”, isto é, “com as portas abertas”. Uma mãe de coração aberto. Ele convoca a Igreja inteira a assumir um dinamismo missionário, dizendo: “Saiamos, saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo”. Diz: “... prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e comodidade de se agarrar às próprias seguranças”.

7. No Capítulo II o Papa Francisco faz uma reflexão sobre o mundo atual, isto é, o contexto onde temos que viver e agir. Neste mundo os excluídos são resíduos; a cultura do bem-estar anestesia-nos; o dinheiro domina nossas vidas; o ser humano é reduzido ao consumo desenfreado; o indiferentismo; o individualismo pós-moderno e globalizado; a deterioração das raízes culturais; a crise cultural profunda que a família atravessa; a secularização reduzindo a fé ao âmbito privado e íntimo, etc. Num quadro assim, “nós, cristãos, insistimos na proposta de reconhecer o outro, de nos ajudarmos, de construir pontes, de estreitar laços, de curar feridas... A Igreja é chamada a ser servidora de um diálogo difícil”.

8. Diante dessa realidade o Papa reconhece a “enorme contribuição da Igreja no mundo atual” e fala da “enorme gratidão” que sente pela tarefa de quantos trabalham na Igreja, mas vê também o que chamou de “tentações dos agentes pastorais”, de “formas desvirtuadas de cristianismo”, como por exemplo:  excesso de atividades, que na realidade pode ser atividade mal vivida, sem motivação adequada, sem uma espiritualidade que impregne a ação e a torne desejável, levando ao cansaço  exagerado ou ao desânimo pastoral; “pragmatismo cinzento da vida cotidiana da Igreja, no qual aparentemente tudo procede dentro da normalidade, mas na realidade a fé vai se deteriorando e degenerando na mesquinhez”;  o “mundanismo espiritual” que se esconde por detrás de aparências de religiosidade e até mesmo de amor à Igreja, mas  que busca no fundo a glória humana própria, os próprios interesses, dominar espaços, disputas entre grupos e pastorais; espiritualidade do bem-estar individualista; excessivo clericalismo e muitos outros exemplos que o Papa cita. E se pergunta: “Quem queremos evangelizar com estes comportamentos?”. Convida as comunidades a completarem esse quadro. Faz uma longa reflexão mostrando que o caminho é “... aprender a encontrar os demais, aceitá-los como companheiros de estrada, ...  aprender a descobrir Jesus no rosto dos outros”, etc.

9. Diante desta visão panorâmica traçada pelo Papa Francisco, sobre a situação do mundo atual, da Igreja/Paróquia e dos agentes de pastorais, o Papa escreve o Capitulo III: O Anúncio do Evangelho. Começa dizendo que a Evangelização é dever da Igreja, não apenas como instituição orgânica e hierárquica, mas como um povo que peregrina para Deus. Ser Igreja Povo de Deus é “ser fermento de Deus no meio da humanidade”, “... é ser o lugar da misericórdia gratuita, onde todos possam sentir-se acolhidos, amados, perdoados...”. Fala ainda neste capítulo que “na história da Igreja o cristianismo não dispõem de um único modelo cultural”. E que a mensagem revelada “possui um conteúdo transcultural”. Diz que todos somos discípulos missionários, discorrendo longamente sobre este assunto, baseando-se claramente nos ensinamentos do Documento de Aparecida, do qual foi o relator geral.

10. Ainda no Capítulo III que fala sobre o anúncio de evangelho, o papa destaca a importância de uma homilia, de uma pregação bem preparada, apresentando todo um ensinamento detalhado. (ver pg.112 a 144). São ensinamentos úteis também para elaboração de qualquer forma de pregação, aula de catequese, curso. Deve-se descobrir aquilo que os fiéis precisam ouvir; ter proximidade cordial do pregador com os fiéis; buscar palavras que abrasam os corações. “Falar com o coração implica mantê-lo não só ardente, mas também iluminado pela integridade da Revelação...”.

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA EVANGELII GAUDIUM11. O capítulo IV fala da dimensão social da evangelização. Diz: “Não podemos realizar-nos nem salvar-nos sozinhos... no próprio coração do Evangelho aparecem a vida comunitária e o compromisso com os outros... É a partir do coração do Evangelho que reconhecemos a conexão íntima que existe entre Evangelização e promoção humana”. Diz o Papa que “ao lermos as Escrituras, fica bem claro que a proposta do Evangelho não consiste só numa relação pessoal com Deus. “Já não se pode afirmar que a religião deve limitar-se ao âmbito privado e serve apenas para preparar as almas para o céu”. Diz ainda que “ninguém pode exigir-nos que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional... sem nos pronunciarmos sobre os acontecimentos”. “Uma fé autêntica – que nunca é cômoda nem individualista – comporta sempre um profundo desejo de mudar o mundo, transmitir valores, deixar a terra um pouco melhor depois da nossa passagem por ela”.

12. O Papa Francisco recomenda que estudemos mais a Doutrina Social da Igreja, e destaca “... duas grandes questões que nos parecem fundamentais neste momento da história: ... a inclusão social dos pobres e a questão da paz e do diálogo social”.

13. Sobre a inclusão social dos pobres o Papa se manifesta, citando os Bispos do Brasil: “... os cristãos são chamados, em todo lugar e circunstância, a ouvir o clamor dos pobres, como bem expressaram os Bispos do Brasil: ‘Desejamos assumir a cada dia as alegrias e esperanças, as angústias e tristezas do povo brasileiro’”. (ver pg.158). Diz o Papa Francisco que “nosso compromisso não consiste exclusivamente em ações ou programas de promoção humana e assistência”, mas em escutá-los, compreende-los,  descobrir Cristo neles, respeitando seu modo de ser, amá-los com proximidade real e cordial. Diz que é isto “que diferencia a autêntica opção preferencial pelos pobres de qualquer ideologia, de qualquer tentativa de utilizar os pobres ao serviço de interesses pessoais ou políticos”. Nós somos pequenos, mas somos fortes, assim como São Francisco de Assis, todos nós, cristãos, somos chamados a cuidar da fragilidade do povo e do mundo em que vivemos, diz o Papa.

14. Falando sobre questões como Bem Comum e Paz Social o Papa destaca a importância do diálogo social como contribuição para a paz. Diz ainda que “as reivindicações sociais não podem ser sufocadas” e que “o conflito não pode ser ignorado ou dissimulado”. Diz que deve ser aceito e transformado no elo de um novo processo, desenvolvendo uma comunhão nas diferenças, pois “o Espírito harmoniza todas as diversidades”. Neste momento histórico, segundo o Papa, destacam-se três campos de diálogo onde a Igreja deve estar presente, procurando o bem comum: os Estados, a sociedade e os outros crentes.

15. Encerrando a Exortação Apostólica, no capítulo V o Papa fala de “Evangelizadores com Espírito que quer dizer evangelizadores que se abrem sem medo à ação do Espírito Santo”.  Uma evangelização com espírito é muito diferente de um conjunto de tarefas vividas como obrigação pesada, nem pode servir propostas místicas desprovidas de um vigoroso compromisso social e missionário. “A tarefa da evangelização enriquece a mente e o coração, abre-nos horizontes espirituais, torna-nos mais sensíveis para reconhecer a ação do Espírito, faz-nos sair dos nossos esquemas espirituais limitados”.

16. Diz o Papa Francisco que “às vezes invade-nos a sensação de não termos obtido resultado algum com nossos esforços... mas o Espírito Santo trabalha como quer, quando quer e onde quer; e nós gastamo-nos com grande dedicação, mas sem pretender ver resultados espetaculares. No meio de nossa entrega criativa e generosa, aprendamos a descansar na ternura dos braços do Pai. Continuemos adiante, empenhemo-nos totalmente, mas deixemos que seja Ele a tornar fecundos, como melhor Lhe parecer, os nossos esforços”.

17. Termina fazendo uma reflexão sobre “Maria, a Mãe da Evangelização”, dizendo que há um estilo mariano na atividade evangelizadora da Igreja Católica, que nos faz acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto. N’Ela vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes, que não precisam maltratar os outros para se sentirem importantes. “Com uma bela oração pede a Maria que nos ajude“ para que a Igreja se torne uma casa para muitos, uma mãe para todos os povos, e torne possível o nascimento de um mundo novo”.

Diácono Oswaldo Calzavara
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