PREOCUPAÇÃO APOSTÓLICA INICIAL

“As primeiras ideias de que tenho memória são aquelas de quando tinha uns cinco anos, estando na cama, em lugar de dormir, eu sempre fui pouco dorminhoco, pensava na eternidade, pensava sempre, sempre, sempre; imaginava umas distâncias enormes, a estas acrescentava outras e outras, e ao ver que não alcançava o fim, me assustava e pensava: os que terão a infelicidade de irem à eternidade das penas…!” (Aut 8)

As primeiras ideias de que temos memória costumam ser de experiências que nos marcaram profundamente. É bom ter consciência destas experiências porque nos ajudam a entender muitas coisas que acontecem conosco: dificuldades, reações, sonhos, motivações…

Estas experiências primeiras, em Claret, fazem referência ao mistério de Deus e da vida eterna, que tentava imaginar, mas que não podia entender. Mas o que é realmente interessante desta experiência do menino Antônio Claret é a preocupação que lhe produziu pensar na eternidade infeliz do próximo. Foi um sentimento que penetrou até o mais profundo do seu ser, marcando-o com uma grande motivação missionária.

Ele nos diz explicitamente em sua Autobiografia: “Esta ideia da eternidade infeliz… é a mola e o aguilhão do meu zelo para a salvação das almas” (Aut 15). Depois, em Barcelona, parece que começou a preocupar-se por sua própria salvação: “Para que serve ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder sua vida?” e decidiu fazer-se cartuxo para assegurar o bem da sua alma, longe do mundo que o distanciava de Deus.

Mas depois voltou a experiência primeira e dedicou todos os seus esforços e talentos para a salvação do próximo.

Quais são minhas primeiras experiências? Como marcaram minha vida?

 

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