MARIA MÃE DE DEUS

“Maria tinha que ser a Mãe do mesmo Deus. É um princípio de filosofia que entre a forma e as disposições da matéria deve ter certa proporção: a dignidade de Mãe de Deus é aqui como a forma e o Coração de Maria é a matéria que deve receber esta forma. Oh!, que cúmulo de graças, virtudes e outras disposições se concentram naquele santíssimo e puríssimo Coração” (Carta do P. Claret a um devoto do Imaculado Coração de Maria, em EC, II, p. 1499).

Sem dúvida, estas exclamações da alma de Claret diante de tantas virtudes e graças são um forte convite a contemplar Maria. Ao olhá-la, diz Bento XVI em sua alocução de 8 de dezembro de 2005: “Aviva-se em nós, seus filhos, a aspiração à beleza, à bondade e à pureza de coração. Sua  candura celestial nos atrai para Deus ajudando-nos a superar a tentação de uma vida medíocre”.

Acontece que muitos de nós somos de tão baixa estatura que não conseguimos ver, como Zaqueu. A solução para poder olhar e perceber a Virgem Maria com olhos assombrados está em aproveitarmos os ombros dos santos, como já no século XII o expressava Bernardo de Claraval: “Somos anões ao lado de gigantes e se conseguirmos ver mais longe não é porque nossa vista seja mais aguda, mas porque eles nos levantam sobre sua estatura gigantesca”.

Também podemos subir sobre os ombros da liturgia da Igreja, para obter horizontes que não vemos por nossa baixa estatura espiritual. No prefácio da missa do Coração de Maria, somos convidados a dar solenemente graças a Deus “porque destes à Virgem Mãe um coração sábio e dócil, disposto sempre a agradar-vos, um coração novo e humilde, para gravar nele a lei da Nova Aliança, um coração simples e limpo que a fez digna de conceber virginalmente vosso Filho, um coração firme e disposto para suportar a espada da dor e esperar, cheia de fé, a ressurreição do seu Filho”. Aqui temos um belo panorama para contemplar e uma forte motivação para desejar ardentemente ter um coração parecido.

Subamos também sobre os ombros dos poetas: “Era Ela / e ninguém sabia / mas, quando passava / as árvores se ajoelhavam /. Aninhava em seus olhos a Ave Maria / e em sua cabeleira se trançavam as ladainhas” (Geraldo Diego).

Você pensou alguma vez criar suas próprias ladainhas?

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