DESTEMOR DIANTE DA CRUZ

“Nada o detém, alegra-se nas privações, enfrenta os trabalhos, abraça os sacrifícios, compraz-se nas calúnias e se alegra nos tormentos…” (Aut 494).

Sempre causa impacto a vida de quem sabe viver para os demais. Todos nos lembramos de nomes de pessoas cuja vida esteve marcada por esta entrega aos mais necessitados e às causas da justiça e da fraternidade, que as encheu de sentido e as fez luminosas e inspiradoras para muitos. Uma vida assim comporta sacrifícios e privações. Mas são vidas portadoras de vida. Às vezes são experiências perto de nós, no seio da nossa própria família até; outras vezes se trata de pessoas que alcançaram uma ressonância mais universal, precisamente por este modo de viver que semeia inquietações na consciência de todos.

Em todos os modos, os sacrifícios, as privações e mais ainda as calúnias e os tormentos, produzem temor na maioria de nós. Para abraçá-los devemos estar muito convencidos de que vale a pena fazê-lo em função de um ideal muito maior, de algo que lhes possa inclusive dar sentido. A vida cristã foi descrita muitas vezes como um combate. São Paulo gostava disto (cf. 1Cor 9, 24ss; Fl 3, 13-14, etc.). Quem endereça sua vida desde a chave do amor e da verdade, quem sente no mais profundo do seu coração uma verdadeira paixão pelo bem dos seus irmãos, sabe enfrentar as dificuldades com serenidade. A dor se sente, mas se sabe que se trata de uma dor redentora, como a de Jesus.

Como você enfrenta as adversidades que a vida lhe vai apresentando? Despertam sua fortaleza ou o afundam na depressão? Ao experimentá-las, você sente a alegria profunda de ser seguidor de Jesus?

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