CHEIA DE DEUS E ADVOGADA DOS HOMENS

“A devoção a Maria Santíssima é outra das nossas principais obrigações. É a Mãe de Deus e a Mãe dos homens; sobre estes dois pontos cardeais gira toda a devoção. Como Mãe de Deus, pode tudo; como Mãe dos homens, nos amparará e nos concederá todas as graças” (Carta Ascética… ao presidente de um dos coros da Academia de São Miguel. Barcelona 1862, p. 44).

A condição social da mulher continua sendo, em quase todos os países, de discriminação e desigualdade com respeito ao homem, embora nem sempre se manifeste com a mesma virulência, segundo as geografias humanas. Pretende-se encontrar a solução com a chamada “igualdade de gênero”, que não se entende do mesmo modo em todas as partes.

A Igreja, exaltando a Virgem Maria e situando-a como ponto chave no mistério da redenção de Cristo, precisamente como Mãe do Salvador, apresenta uma figura de mulher que preenche as aspirações de igualdade e liberdade de gênero.

A devoção à Mãe de Deus aparece na vida de Claret como uma luz suave que tudo ilumina. “Maria Santíssima, confessava Claret, é minha Mãe, minha Madrinha, minha Mestra, minha Diretora e meu tudo depois de Jesus” (Aut 5). Claret deseja prolongar o que ele viveu em todo evangelizador. No meio das realidades do mundo, que o leigo deve impregnar dos valores do Evangelho, Maria, Mãe do Redentor e dos redimidos deverá ser uma luz suave que ilumine e arda com missão de guia e estímulo.

Em meio aos apuros do casal de Caná, que se encontra sem vinho no meio de uma festa, Maria indica aos criados que façam o que diga Jesus, apesar da resposta cortante que acaba de receber d’Ele (cf. Jo 2,3ss). Maria é, sobretudo, modelo de disponibilidade e acolhida da vontade de Deus. Por isso se faz campo fértil para acolher o milagre da Encarnação; e, uma vez acolhido, comunicou o fato à sua prima Isabel. A salvação que leva Maria em si age em Isabel e faz saltar de alegria João em seu seio. Começa para Maria sua função materna, comunicando a salvação. Ela é bem-aventurada porque escutou a Palavra de Deus e a colocou em pratica (cf. Lc 11,27-28). Esta escuta a encheu de amor efetivo a Deus e aos homens e de zelo por sua salvação.

Como eu qualificaria minha espiritualidade mariana nestes momentos de minha vida? Por que? Em que indícios me baseio?

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