AMOR INCONDICIONAL

“Não há coisa que mais inflame a caridade e a conserve, como saber que o outro sente e fala bem dele. Sêneca, tão convencido estava desta verdade, que dizia: Si vis amari, ama: ‘se queres ser amado, ama’. E, realmente, não há meio mais eficaz para fazer-se amado que amar antes, porque o amor não se pode pagar senão com outro amor” (Carta ascética… ao presidente de um dos coros da Academia de São Miguel. Barcelona, 1862, p. 14).

Da pessoa que queremos bem não falamos mal, porque não queremos sujar sua fama. O amor não implica cegueira; mas, mesmo quando o que ama não pode deixar de reconhecer a verdade das pessoas amadas, sabe desculpar seus defeitos, procurando as razões ou as justificações que possam servir de explicação.

Todos nós somos sensíveis ao reconhecimento, ao louvor. Estes nos predispõem diante de quem fala bem de nós. Mas o que realmente move o coração dos homens é o amor, a disponibilidade e o serviço traduzidos em obras, em generosidade, em solidariedade e proximidade nos momentos difíceis.

Deus não quis ser conhecido pelo homem por meio de manifestações de grandeza, que provocariam temor, nem deixou promessas vagas de salvação. Deu-nos a vida, os bens da terra, concede-nos sua graça, abre-nos a esperança da salvação plena. Manifestou-se de diversos modos ao longo da história, pela proximidade, orientação e proteção a quem esperou por Ele. Fez-se homem, solidário conosco, para abrir-nos a porta do Reino dos céus e alcançar a salvação. Fez tudo isto comprometendo-se totalmente por nós; deu sua vida morrendo por nós em uma cruz. Dar a vida é o maior gesto de amor que alguém pode oferecer (cf. Jo 15,12).

Pede-nos somente que aceitemos seu amor, que confiemos nele, que vivamos como Ele viveu para chegar onde Ele está. Ele fez tanto por nós, sem que nós tenhamos feito nada que merecesse tudo isto! É justa a pergunta: que faço eu por Vós, Senhor, Vós que me tendes amado até morrer na cruz?

 

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