ALIMENTAR O ESPÍRITO

“Sempre a leitura de bons livros foi considerada de grande utilidade; mas hoje em dia é uma necessidade, porque há um delírio por leituras e se o povo não tiver livros bons, lerá os maus. Os livros são a comida da alma…” (Aut 311).

Evidentemente, em nossa época a leitura entrou em colisão com o auge da imagem em todas as suas formas. Até parece que a leitura e os livros vão desaparecer diante do impacto da era digital e todas as formas de imagens que pululam aos olhos de todos nós e, sobretudo, das gerações mais jovens. Umberto Eco se refere a esta problemática em sua obra “Apocalíticos e integrados”.

É provável que a imagem, a leitura e a escritura coexistam, já que expressam e refletem dimensões profundas e ricas da linguagem humana. Quando Claret escreveu o texto que hoje refletimos, a escritura chegava ao auge depois de séculos de cultura artística onde a imagem se fazia acessível ao povo em templos e lugares públicos, enquanto que os escritos eram acessíveis a poucos.

Neste momento histórico, novas linguagens pegam voo e relevo; mas não excluem as anteriores, somos convidados a fazer uma rica síntese. Para o anúncio da Palavra de Deus e a chegada aos corações de tantas pessoas famintas e sedentas da mensagem salvadora se apresenta o desafio e a tarefa de empregar todos os meios e, hoje especialmente, estes meios de comunicação de massa.

Toda a rede de comunicação que veicula na internet se converte em um “novo continente” ao qual já chegamos e no qual devemos aprofundar, explorar e traçar rotas, sem impor, mas com a certeza de possibilitar fontes de acesso a mananciais de vida.

Como você se situa diante destas novas possibilidades da comunicação e transmissão da fé? Em que medida elas afetam a sua própria vida?

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